quarta-feira, 4 de maio de 2011

Série Mulheres da Bíblia - Estudo 4: Ana & Penina

Mulheres 'rivais'
(Leitura: I Samuel 1: 1 a 20)

A partir de hoje vamos tirar algumas lições da vida de Ana, a mãe de Samuel. Mas num primeiro momento quero chamar sua atenção para a rivalidade que havia entre ela e a outra esposa de seu marido, Penina.

Naquela época a poligamia era aceitável diante de Deus e das leis humanas. Um homem podia ter várias esposas principalmente para ter muitos filhos, e assim, perpetuar sua geração. Por causa disso, ser estéril era considerado uma desgraça, principalmente para as mulheres. Até então, a sociedade as via como geradoras de filhos, apenas isso. Não tê-los as fazia inúteis e desvalorizadas.

Isso fazia de Ana uma mulher depressiva. Por não conseguir engravidar, ela viveu fases da sua vida em que não comia, não bebia e deixava a tristeza tomar conta do seu coração. Enquanto isso, a outra esposa, que era mãe de filhos de Elcana (o marido), fazia questão de provoca-la. A rivalidade entre as duas era real. Penina se alegrava mais com o fato de provocar Ana do que com a benção de ser fértil. Ana, por sua vez, se entristecia tanto por ficar “atrás” da rival que não percebia que seu marido a amava mesmo não tendo filhos dela.

Qual o verdadeiro motivo da sua alegria ou da sua tristeza hoje?

Muitas vezes, as motivações do nosso coração são erradas, e isso nos faz criar situações de rivalidade com várias pessoas. Se não aprendemos a viver em contentamento com aquilo que temos, valorizando cada dádiva que o Senhor nos dá, vamos sempre ser mulheres invejosas e o pior – que sofrem por querer aquilo que a outra tem. A inveja e o desejo de querer sempre ter mais nos impedem de olhar para o bem que já possuímos. E é por isso que muitas mulheres se tornam depressivas e infelizes.

É muito comum encontrarmos mulheres “rivais”. Muitas vezes, isso não é exposto, mas no coração, uma deseja o mal da outra e “torce” para que ela não prospere. Com já dissemos antes, é como na Parábola do Filho Pródigo, em que o irmão mais velho se entristeceu com o sofrimento do pai mas foi incapaz de ficar feliz como ele quando seu irmão voltou - porque teve inveja da festa que o pai promoveu.

Vivemos num mundo altamente competitivo. As crianças já aprendem na escola que precisam ser melhores que os coleguinhas se quiserem passar no vestibular. Entre nós, mulheres, queremos ser mais magras que a vizinha, ter um carro mais bonito, ter mais dinheiro e ser líder das outras. Mas lembremo-nos: esse mundo competitivo é o mundo pecaminoso, que jaz no maligno. O propósito de Deus é que nos amemos uns aos outros, sabendo que cada um tem um papel importante no Corpo de Cristo, do menor ao maior. Não podemos deixar que os valores mundanos guiem nossa vida e estabeleçam nossas posturas diante dos compromissos do nosso dia a dia. Se você é patroa, não se irrite quando seu funcionário desejar prosperar. Se você é mestre, alegre-se quando seu discípulo assumir seu posto. Isto é sinal de missão cumprida e Deus não irá te deixar na mão. Pelo contrário, Ele colocará você num novo patamar, trazendo outras pessoas para estarem sob seus cuidados.  Um ciclo se fecha, um novo abre. É sempre assim para aqueles que estão em Cristo Jesus.

Precisamos reconhecer que não somos mais valiosas que essa mulher que está aí ao nosso lado. O Senhor nos ama a todas, igualmente. Não importa se somos mais ou menos “pecadora” que a outra. Talvez estejamos vivendo momentos diferentes, umas de mais alegria, outras de luta, outras de tristeza. Mas isso não nos faz melhores ou piores que ninguém. Sabe o que faz a verdadeira diferença? Nosso comportamento diante das circunstâncias. Você pode ser como Penina e se tornar uma mulher arrogante por ter sido abençoada por Deus; pode ser como Ana, que num primeiro momento não conseguiu enxergar o amor suficiente do marido por estar em “competição” com a rival; ou como Ana, quando já cansada de lutar sozinha decidiu derramar-se ao pés do Senhor e encheu seu coração de gratidão.

Se você for uma mulher que se preocupa apenas com a vida dos outros, vai se tornar amarga e infeliz. Se “adora” uma fofoca, isso também é sinal que deseja o mal para as outras pessoas – e lembrando, fofoqueira não é apenas quem espalha as más notícias, mas também quem fica dando ouvidos a ela.

Já é tempo de acabarmos com esse estigma de que “mulher é assim mesmo”.  Sogra e nora estão sempre brigando pela atenção do filho ou do marido? Filhas brigando pela herança dos pais? Mães brigando para que seus filhos tenham o melhor papel no teatrinho da escola? Colegas trapaceando por uma posição no trabalho? Amigas disputando a amizade de uma terceira amiga? Mulheres preocupadas em ter o vestido mais bonito da festa? Não, não fomos criadas com esse espírito de arrogância e competição que nos cerca. Podemos sim ter o caráter de Cristo dominando nosso ser. E só com ele poderemos enxergar as tantas bênçãos que o Senhor já nos deu e nos alegrarmos com Ele.

Avalie sua vida e sua postura diante das suas amigas ou “rivais”. Peça a Deus que tire do seu coração qualquer motivação errada, desejo de poder ou inveja. Provérbios 16:18 diz: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda." A Bíblia Viva diz: "A desgraça está um passo depois do orgulho; logo depois da vaidade vem a queda." Pense nisso.#

8 comentários:

  1. Respostas
    1. gostei muito do seu comentario estava precisando ouvir q o senhor te abencoa

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  2. Que benção de palavra!Perfeito,de encontro ao meu coração e a minha situação.

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  3. uma verdade que continua em cada geração

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  4. Muito bom. Como servos de Deus, temos muito que aprender com Ana.

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  5. Muito bom. Como servos de Deus, temos muito que aprender com Ana.

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  6. Muito bom. Como servos de Deus, temos muito que aprender com Ana.

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  7. Geane mendes,sexta-feira,14 fevereiro, 2014sexta-feira, 14 fevereiro, 2014

    Adorei era o quer estava precisando,vou fazer uma dramatização,da vida e Ana e penina,

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